Por que uma empresa investiria em Educação?

Por que uma empresa investiria em educação? Muitos diretores e empresários fazem esta pergunta porquê têm certa desconfiança de que Educação e resultados sejam assim tão fortemente correlacionados. Entretanto, estes céticos não deixam de ter alguma razão e queremos ponderar sobre estes fatos.

Inicialmente é preciso distinguir Educação de Aprendizagem, no interior da empresa. Existem de fato empresas que investem em apoios à Educação fazendo doações para escola ou construindo escolas em vilas operárias etc. São empresas que têm um compromisso de longo prazo com o seu entorno social.Apesar disso, esperar que empresas invistam em Educação é esperar que o improvável aconteça. Pode acontecer, mas a probabilidade é baixa. Empresa é um tipo de organização que se caracteriza pela busca de resultados crescentes, e quanto antes melhor. Empresas não gostam de investir em algo que gere uma externalidade que não possa tornar-se patrimônio. A empresa participa de um jogo que se chama economia de mercado.

Sendo assim, quanto mais utilizável pela empresa for aquilo que resultou do seu investimento maior será o seu interesse. Patrocinar para seus colaboradores cursos de graduação, especialização, capacitação certamente é um bom investimento mas a apropriação dos seus resultados é parcialmente da empresa e parcialmente do trabalhador. É preciso um certo tempo de serviço para que o resultado deste investimento seja amortizado (apropriado) pela empresa.
Acrescente a análise em pauta um fenômeno novo, oriundo de mudanças sociais e econômicas, bastante abrangentes que está em curso no Brasil e no mundo. Vamos observar dois deles: o aumento do acesso dos brasileiros ao nível superior e a alta rotatividade da chamada geração Y. Estas ocorrências impactam positiva e negativamente o mundo do trabalho, no interior das empresas. Precisamos atentar para seus efeitos e a relação da empresa com a aprendizagem.
No geral, o nível de aprendizagem dos alunos nos cursos acadêmicos tem caído bastante e isto é fruto da rápida expansão do acesso a estes. Temos também uma geração de jovens trabalhadores que pertencem a geração Y.
Temos uma geração com mais tempo de escolaridade e menor nível de qualidade. Isto resulta em trabalhadores que necessitam de mais investimento por parte das empresas. Entretanto, é uma geração impaciente.

Neste quadro o que se vê é uma crescente necessidade das empresas por qualificar pessoas para o trabalho por duas razões: suplementar a formação e reagir a aceleração do turn over. Nosso desafio como gestores é pensar em ações que venham fortalecer a gestão de pessoas nesta travessia.
Acredito que os processos chamados Educacionais não são foco de atenção das empresas. Creio, sim, na opção de investirmos em práticas internas à empresa que conjuguem aprendizagem-processo-conhecimento. Nestas práticas, certos processos essenciais e críticos devem são estudados, decompostos e transformados em unidades de aprendizagem. Para aí, sim, virarem material de estudo. Não estou falando de Educação, pois este é um conceito socialmente mais complexo, mas estou falando de em aprendizagem sobre processos-procedimentos-cultura organizacional. Também não estou falando de “treinamentos”, pois precisamos garantir certa autonomia dos colaboradores. Estou falando de aprendizagem reflexiva de adultos no ambiente de trabalho e como conteúdos os materiais do próprio trabalho.
As empresas não vêm muita razão porque investir em educação uma vez que este é papel do Estado. Entretanto, investir na aprendizagem voltada para o próprio trabalho é outra coisa.

Nós trabalhamos com aprendizagem em processos e procedimentos para transformação em programas internos de formação. Nosso DNA é Pedagogia e conhecimento empresarial.
Agradeço se nos indicar para as pessoas na sua empresa que são responsáveis por este trabalho, Podemos atuar em todo Brasil.

Jorge Tadeu Pinheiro Coelho
Ceo da Ato Empresarial Educação Corporativa
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